Visão Geral do Setor

O Brasil atualmente aparece, em relatório da A.T. Kearney, como país mais atrativo do mundo em termos de comércio varejista em 2013 - pelo terceiro ano consecutivo. O contínuo crescimento da classe média, altas taxas de consumo, grande população urbana, risco político e financeiro reduzido são alguns dos motivos que posicionam o Brasil como um dos destinos mais atrativos para os varejistas internacionais.

De acordo com o IDC, o setor de comércio varejista brasileiro obteve, em 2013, receita de R$1.386 bilhões, correspondendo a aproximadamente 28,6% do PIB brasileiro daquele ano. O gráfico abaixo registra a receita nominal de vendas do comércio varejista:

Esse crescimento foi principalmente motivado pela combinação de diversos fatores dentre os quais o aumento dos números de empregos formais, do poder de compra da população e da disponibilidade de crédito para o consumo que vem sendo catalisada pela recente tendência de queda nas taxas de juros nos diversos setores da economia.

Em dezembro de 2013, todas as atividades do varejo apresentaram aumento no volume de vendas no acumulado de 12 meses: 2,4% em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 11,2% em outros artigos de uso pessoal e doméstico, 3,0% em tecidos, vestuário e calçados, 5,9% para combustíveis e lubrificantes, 12,4% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 7,0% em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e 3,8% para livros, jornais, revistas e papelaria.

Os gastos com o consumo estão entre as principais causas do crescimento do PIB brasileiro nos últimos anos. Entre 2009 e 2011, a renda disponível para consumo da classe C cresceu cerca de 50%. Adicionalmente, a crescente importância da mulher na economia brasileira foi um fator de grande importância na expansão do setor varejista, já que as mulheres normalmente são responsáveis pela complementação da renda e por decidir sobre a alocação das despesas familiares.

O crescimento de renda da população tem sido destaque no crescimento econômico brasileiro nos últimos anos.

Segundo dados do IBGE, no período de 2003 a 2009, 7,0 milhões de pessoas migraram para as classes A e B. Em 2009, estas representavam 11% da população brasileira. Espera-se que em 2014 essa classe acumule 31 milhões de pessoas e represente 16% da população.

Segue abaixo imagem que mostra o crescimento nos últimos anos da renda das famílias brasileiras por classe social e as expectativas para 2014:

A Expansão dos Shopping Centers e o Varejo no Brasil

A sofisticação do setor de varejo como consequência da expansão da renda dos consumidores brasileiros das classes alta, média-alta e média é evidenciada pelo aumento do número de shopping centers. Segundo a ABRASCE, o faturamento total dos shopping centers no Brasil cresceu 113,0% entre 2006 e 2015, passando de R$50,0 bilhões para R$151,0 bilhões. No mesmo período, o número de shopping centers passou de 351 para 538 empreendimentos. Os gráficos abaixo destacam a evolução do número de shopping centers e suas receitas no Brasil para os períodos indicados:


Fonte: ABRASCE

Os shopping centers estão entre os principais destinos para compras dos consumidores urbanos brasileiros, pois são capazes de concentrar, de maneira conveniente e em um único estabelecimento, uma variedade de produtos que atendem a diversos interesses, além de oferecerem segurança, facilidade de acesso, estacionamento e outros serviços associados que são altamente valorizados pelos consumidores. Como consequência, o tráfego mensal de pessoas tem experimentado aumento significativo. Entre 2006 e 2015, o número de visitantes por mês nos shopping centers passou de 203 milhões para 444 milhões.

A previsão da ABRASCE é que o número desses empreendimentos continue em expansão. Em 2015, segundo dados da associação, 9 shoppings foram inaugurados no Brasil. Além disso, segundo dados da ABRASCE, espera-se que 30 novos shoppings sejam inaugurados no país em 2016.

Panorama do Setor de TI no Brasil

Conforme relatado no Worldwide Retail IT Spending Guide de 2012, os gastos em TI no Brasil atingiram US$54 bilhões em 2011. Entretanto, a penetração do setor na economia brasileira ainda é tímida, se comparada aos países desenvolvidos - nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, por exemplo, os gastos em TI movimentaram US$606 bilhões e US$471 bilhões, respectivamente, no mesmo período de análise.

Investimentos relevantes no desenvolvimento de tecnologia e infraestrutura de telecomunicações no Brasil nos próximos anos deverão levar a uma importante expansão do setor, reduzindo a diferença entre as realidades brasileira e americana. A expansão na infraestrutura de telecomunicações deve dar-se pelo aumento da penetração de internet banda larga no Brasil, que, segundo a IDC, atualmente atinge 25,1% dos domicílios, comparado a 66,8% dos domicílios nos Estados Unidos, assim como pelo aumento na penetração do número de telefones celulares com tecnologia 3G, o que deve sustentar um aumento no número de usuários de softwares de TI. Neste contexto, a Gartner estima que, enquanto os gastos em TI deverão crescer a uma taxa média anual de 7,3% no Brasil, entre 2012 e 2016, nos Estados Unidos o ritmo de expansão deverá ser mais lento, girando em torno de apenas 3,5%.

A mesma tendência pode ser observada em relação aos gastos com software. Isto, pois, atualmente, o mercado de software dos Estados Unidos representa 0,9% do PIB, 4,6 vezes mais do que o percentual brasileiro, de apenas 0,2%. No entanto, esta discrepância deve ser gradualmente reduzida na medida em que o crescimento previsto para o mercado brasileiro será de quase o dobro em relação ao projetado para o mercado americano entre 2012 e 2016 (12,4% contra 6,8%).

Mercado de Atuação da Linx: Software de Gestão de Varejo no Brasil

Segundo a IDC, os investimentos em TI de varejo representaram cerca de 5% do total de gastos com TI no Brasil em 2013 (US$3 bilhões sobre um valor total de US$59 bilhões). Desse total investido, a maior parte está concentrada no segmento de hardware, dado que o país ainda se encontra em processo de desenvolvimento de sua infraestrutura de TI, fenômeno também observado em outros países emergentes.

Desse modo, a dinâmica atual do setor de varejo no País indica que o percentual mencionado acima deverá apenas aumentar nos próximos anos. Com efeito, a combinação da expansão de novas lojas de varejo, abertura de novas franquias em todo o país - fruto do fenômeno da intensa formalização atualmente observada na indústria, a construção de novos shopping centers e o aumento do consumo em geral, fruto do crescimento da classe média brasileira, todos estes fatores reunidos apontam que o setor de TI de varejo deve expandir consideravelmente no futuro próximo.

Neste sentido, estando diretamente ligado ao setor de TI de varejo no país, o mercado de software de gestão de varejo (mercado de atuação da Linx), deverá se beneficiar diretamente desse crescimento. De fato, as perspectivas são muito favoráveis para o mercado de atuação da Linx no País. Com uma penetração ainda baixa no Brasil - segundo a IDC, estima-se que o mercado de software de gestão de varejo tenha movimentado R$1,171 bilhão em 2015, dentro de um mercado com um potencial de R$9,0 bilhões por ano (13,0% de penetração), espera-se um crescimento médio anual de 12,1% para o setor de 2014 para 2019.

Fonte: IDC

Portanto, muito embora o mercado de atuação da Linx ainda seja subdimensionado no Brasil, existem diversas evidências de que este cenário tende a mudar nos próximos anos.

Sazonalidade

Tendo em vista o foco da Companhia no setor de varejo em alguns anos, a Linx enfrenta uma sazonalidade reversa à do setor, isso é, nas datas comemorativas e no final de ano, as vendas de nossos produtos diminuem, pois os clientes e prospects, nesses períodos, não adotam novas práticas. Principais insumos e matérias primas, incluindo (i) descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulamentação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável; (ii) dependência de poucos fornecedores; e (iii) volatilidade em seus preços. A atividade de desenvolvimento da Companhia está concentrada na sua equipe própria de profissionais. No entanto, a Linx possui fornecedores de data centers e companhias telefônicas que fornecem os nossos links de conectividade, não havendo controle ou regulamentação governamental sobre tais relações. Historicamente, os preços dos fornecedores da Companhia não têm apresentado volatilidade relevante.

Última atualização: 16 de agosto de 2017