Fatores de Risco

À Companhia

As receitas da Companhia dependem substancialmente das receitas de manutenção, implementação e licença e das mensalidades geradas pelos softwares de gestão empresarial integrada e serviços a eles relacionados.

As receitas da Companhia dependem substancialmente dos softwares de gestão de varejo empresarial integrada e serviços a eles relacionados, mais especificamente das taxas que a Companhia cobra pelos serviços de implementação e das mensalidades pela utilização desses softwares, as quais compõem praticamente a totalidade das receitas das operações da Companhia (84%, 84% e 81% nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2016, 2015, 2014 respectivamente). Caso a Companhia tenha queda da receita de suas taxas e mensalidades, seja em razão do aumento da concorrência, de condições adversas de mercado ou da redução na demanda de software de gestão empresarial integrada e serviços a eles relacionados, os resultados operacionais, fluxos de caixa e liquidez da Companhia poderão ser prejudicados de maneira relevante.

A Companhia pode não ser capaz de concorrer eficientemente no setor de software, que é altamente competitivo.

A Companhia concorre com diversas empresas que atuam no mercado global, regional e local de softwares e serviços a eles relacionados, que compreendem fornecedores de softwares de gestão empresarial integrada, desenvolvedoras de softwares gratuitos e empresas prestadoras de serviços de consultoria e outsourcing. Alguns dos concorrentes atuais ou potenciais da Companhia podem estar envolvidos em uma gama mais abrangente de negócios, podendo possuir uma maior base instalada de clientes para seus produtos e serviços, ou recursos financeiros, técnicos, de vendas e/ou de outra natureza significativamente maiores do que os da Companhia. Do mesmo modo, a Companhia pode perder participação de mercado se as empresas com as quais compete introduzirem ou adquirirem novos produtos que concorram com os seus ou adicionarem novas funcionalidades a esses ou se novos entrantes surgirem no mercado. Quaisquer desses eventos podem causar efeito prejudicial relevante sobre os negócios da Companhia, seus resultados operacionais, situação financeira e fluxos de caixa.

O sucesso da Companhia depende de sua capacidade de desenvolver novos produtos e serviços, integrar os produtos e serviços adquiridos, aperfeiçoar seus produtos e serviços existentes e acompanhar a evolução tecnológica.

O mercado em que a Companhia atua caracteriza-se por constantes avanços tecnológicos, evolução dos padrões de equipamentos de computação, desenvolvimento de softwares e da infraestrutura de comunicações, necessidades dos clientes cada vez mais complexas e introduções de frequentes melhorias a novos produtos. Caso a Companhia deixe de prever e de desenvolver melhorias acompanhando a evolução tecnológica e a atualização da legislação fiscal, de aperfeiçoar e incrementar seus produtos e serviços em tempo hábil, ou de posicionar ou precificar seus produtos e serviços de modo a atender a demanda do mercado, os clientes da Companhia poderão deixar de adquirir novas licenças de software e serviços ou a Companhia poderá perder sua competitividade no que diz respeito a manter seus clientes ou atrair novos clientes.

Ademais, os padrões de protocolos de rede, bem como os demais padrões adotados pelo setor de atuação da Companhia ou para a Internet, estão sujeitos a rápida evolução, não podendo a Companhia garantir que os padrões com base nos quais ela optou por desenvolver novos produtos permitir-lhe-ão competir de forma eficiente para a exploração de oportunidades comerciais nos mercados em que atua. Qualquer destes eventos pode afetar negativa e substancialmente a receita e a geração de caixa da Companhia.

A Companhia pode não receber receitas significativas de sua pesquisa atual e esforços para inovação.

O desenvolvimento de produtos de software é caro e o investimento no desenvolvimento de produtos, por meio de pesquisa e fontes de ampliação do know-how, muitas vezes envolve um retorno a longo prazo no ciclo de investimento. A Companhia fez e espera continuar a fazer investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento e oportunidades de produtos relacionados. Produtos com lançamentos acelerados e produtos com o ciclo de vida curto exigem altos níveis de gastos em pesquisa e desenvolvimento que podem afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia, se não forem compensados pelo aumento da receita.

Demanda insuficiente ou com o crescimento menor que o previsto para o Cloud Computing poderia afetar adversamente o crescimento da receita e os níveis de custos e despesas.

A Companhia tem incorrido em despesas relacionadas com o desenvolvimento de tecnologias referentes a cloud computing (computação em nuvem). Caso a demanda por tais tecnologias não se desenvolva ou se desenvolva em um ritmo mais lento que o previsto, a Companhia pode não ser capaz de recuperar as despesas e investimentos em que tenha incorrido no desenvolvimento destas iniciativas.

Adicionalmente, o crescimento da participação da cloud computing (computação em nuvem) nas receitas da Companhia pode prejudicar parte da receita de vendas de software existente, porque pode haver canibalização dos produtos da Companhia, uma vez que os clientes podem trocar os softwares on premise pelos em cloud. Quaisquer desses fatores poderia afetar adversamente o crescimento da receita e os níveis de custos e despesas. Além disso, a demanda por ofertas de assinatura do nosso software cloud pode afetar desfavoravelmente a demanda por alguns de nossos outros produtos e serviços, como os softwares on-premise.

O crescimento da Companhia depende da continuidade da atuação de certos membros chave da alta administração e da capacidade da Companhia de continuar a atrair e manter pessoas qualificadas.

As operações da Companhia são dependentes de alguns membros da sua administração, especialmente com relação à definição e implementação de suas estratégias e desenvolvimento de suas operações. Caso pessoas-chave da alta administração da Companhia deixe de integrar seu quadro de colaboradores, a Companhia poderá enfrentar dificuldades para a definição e execução de suas estratégias de negócio, o que pode resultar em um impacto adverso para suas condições operacionais e financeiras.

Adicionalmente, caso a Companhia perca membros de sua alta administração, a Companhia poderá incorrer em custos significativos para a contratação de novas pessoas-chave com as mesmas qualificações. Há forte e contínua concorrência no setor de software quanto à contratação de profissionais altamente capacitados nas áreas comercial, técnica e em outras, e a Companhia concorre, em mercado global, para a contratação desses profissionais. Como consequência, a Companhia pode estar sujeita ao pagamento de remunerações mais elevadas a fim de atrair e manter mão-de-obra qualificada, o que poderá impactar adversamente os resultados operacionais e financeiros da Companhia.

A Companhia está sujeita a falhas e interrupções totais ou parciais em seus serviços e softwares decorrentes de suas atividades no setor de tecnologia, que é altamente complexo.

O setor de atividade da Companhia exige uma estrutura tecnológica altamente complexa. A Companhia está sujeita a falhas e interrupções totais ou parciais em seus serviços e softwares, que poderiam ensejar possíveis ações indenizatórias impostas por seus clientes, além de afetar negativamente sua reputação entre seus clientes e nos mercados em que atua. Adicionalmente, dependendo da relevância do dano causado, a Companhia poderá estar sujeita a penalidades de natureza regulatória, tais como a perda das homologações de seus softwares.

A Companhia pode ficar sujeita a erros, atrasos ou falhas de segurança significativas em seus produtos e serviços.

Apesar dos testes que antecedem o lançamento de softwares, os mesmos frequentemente podem conter erros ou falhas de segurança, especialmente quando introduzidos pela primeira vez ou quando do lançamento de novas versões. Os erros nos softwares da Companhia podem afetar a capacidade desses de funcionar com outros produtos de hardware ou de software, atrasar o desenvolvimento ou lançamento de novos produtos ou novas versões desses e prejudicar a aceitação dos produtos da Companhia no mercado. Se a Companhia sofrer erros ou atrasos no lançamento de novos produtos ou novas versões de produtos, a Companhia poderá perder clientes ou incorrer em custos de oportunidade e a situação financeira, fluxo de caixa e resultados operacionais da Companhia podem ser prejudicados de maneira relevante.

Adicionalmente, erros e falhas de segurança de produtos de software com relação a produtos ou serviços podem expor a Companhia à responsabilidade por produto, reclamações de desempenho e/ou reclamações de garantia, bem como prejudicar a reputação, o que poderia causar impacto nas vendas futuras de produtos e serviços. Ademais, o atendimento de problemas e reclamações associados a erros ou falhas de segurança efetivos ou alegados pode exigir a dedicação de tempo e atenção em grau significativo por parte da equipe administrativa chave, podendo ter custo elevado, o que poderia causar efeito prejudicial relevante sobre o negócio, situação financeira e resultados operacionais da Companhia.

A Companhia pode enfrentar dificuldades para integrar as operações das empresas adquiridas às suas operações.

Nos últimos anos, a Companhia tem feito investimentos significativos para adquirir empresas, produtos, serviços e tecnologias. Um programa ativo de aquisições é um elemento importante de estratégia global da Companhia, que espera continuar a fazer aquisições no futuro. Os riscos que a Companhia pode enfrentar no âmbito destas aquisições incluem as seguintes possibilidades:

  • uma possível interrupção do negócio em curso e atenção da administração da Companhia pode ser desviada para atividades de transição, aquisição ou integração;
  • a Companhia pode experimentar dificuldades de integração de recursos humanos da empresa adquirida e de outros sistemas administrativos aos seus;
  • a Companhia pode perder pessoal-chave do negócio adquirido;
  • a Companhia pode sofrer uma deterioração nas relações com os clientes, parceiros ou fornecedores de tecnologia e de produtos terceirizados, da Companhia e das empresas adquiridas;
  • uma aquisição pode não favorecer a estratégia de negócios da Companhia como esperado, a Companhia pode não ser bem sucedida na integração de uma empresa adquirida ou tecnologia com tanto sucesso como esperado ou pode ser que pague mais por isso, ou pode não obter o retorno esperado em seus investimentos, o que poderia afetar adversamente seus negócios ou resultados operacionais;
  • a Companhia pode ter dificuldades relacionadas à (i) gestão de tecnologias de uma empresa adquirida ou linhas de negócios ou (ii) entrada em novos mercados em que não tenha experiência direta ou em que tenha experiência prévia limitada ou em que os concorrentes possam ter posições mais fortes de mercado;
  • a Companhia pode não ter o aumento previsto em suas receitas advindo de uma aquisição por uma série de razões, incluindo em caso de um número maior que o previsto de clientes recusar-se a renovar as atualizações de licenças de software e contratos de suporte ao produto, assinatura de contrato de software cloud, se a Companhia não for capaz de vender os produtos adquiridos para a sua base de clientes ou se modelos de contratos de uma empresa adquirida não permitirem o reconhecimento de receitas em tempo hábil;
  • a Companhia pode ter dificuldades para incorporar tecnologias adquiridas ou produtos com as suas linhas de produtos existentes e manutenção de padrões uniformes, arquitetura, controles, procedimentos e políticas;
  • como resultado de suas aquisições, a Companhia pode ter várias linhas de produtos que são oferecidas, precificadas e apoiadas de formas diferentes, o que poderia causar confusão entre os consumidores e atrasos no fornecimento/entrega, além de descontinuidade no oferecimento e redução nas vendas;
  • a Companhia pode ter custos superiores aos previstos decorrentes do contínuo apoio e desenvolvimento de produtos adquiridos, das funções gerais e administrativas que oferecem suporte aos novos modelos de negócios, ou de regulamentações associadas que sejam mais complicadas do que a Companhia tinha previsto;
  • a Companhia pode não ser capaz de obter aprovações rápidas ou ter certas limitações, restrições ou outras sanções impostas por sindicatos ou órgãos similares sob as leis trabalhistas aplicáveis, como resultado de uma aquisição, podendo afetar adversamente seus planos de integração em certas jurisdições;
  • a utilização de caixa para pagar aquisições pode limitar outros gastos potenciais, incluindo recompra de ações e pagamento de dividendos;
  • a Companhia pode sofrer demandas judiciais, administrativas e/ou arbitrais relacionadas a passivos das empresas adquiridas e ser obrigada a pagar valores para os quais não tenha direito a indenização dos vendedores das respectivas empresas adquiridas ou em relação aos quais não consiga receber, total ou parcialmente, a indenização acordada dos vendedores das respectivas empresas adquiridas; e/ou
  • a Companhia pode sofrer questionamentos das autoridades fiscais referentes ao registro e amortização do ágio para fins fiscais.

A materialização de quaisquer desses riscos poderia ter um efeito material adverso sobre os negócios da Companhia, resultados de operações, condição financeira ou fluxos de caixa, especialmente no caso de uma grande aquisição ou várias aquisições simultâneas.

Se a Companhia não puder gerenciar adequadamente o crescimento de suas operações, seus resultados podem ser afetados.

A Companhia não pode ter certeza de que estima, qualitativa ou quantitativamente, de forma correta, os custos e riscos associados com a sua expansão, ou que os seus sistemas, procedimentos, processos de negócios e controles gerenciais serão suficientes para suportar a rápida expansão de suas operações, incluindo a expansão para novos mercados e verticais. Se a Companhia não for capaz de gerenciar com sucesso a expansão, os resultados de suas operações podem ser adversamente afetados.

Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas de inadimplemento cruzado (cross default).

Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas de inadimplemento cruzado ou vencimento antecipado cruzado, que determinam que a ocorrência de um evento de inadimplemento sob dívidas da Companhia com a parte credora destes referidos contratos ou, em alguns casos, com quaisquer terceiros credores em quaisquer outros contratos financeiros, resultará em um evento de inadimplemento destes contratos e permitirá que tais credores declarem o vencimento antecipado destas dívidas. Desta forma, o vencimento antecipado de uma das dívidas da Companhia poderia acarretar o vencimento de outras dívidas, o que poderia afetar de forma adversa relevante o resultado operacional, a disponibilidade de caixa e o preço das ações da Companhia.

Além disso, a Companhia celebrou três contratos de financiamento, o primeiro em 12 de agosto de 2008, um em 24 de fevereiro de 2012 e o outro em 01 de outubro de 2014, nos quais o BNDES impõe várias restrições sobre a Companhia, inclusive, a obrigação de requerer anuência prévia para (i) concessão de empréstimos diretamente pela Companhia ou por suas empresas controladas, a pessoas físicas ou jurídicas que tenham ou não ligação societária com a Companhia, devendo os juros ser superiores ao mínimo estipulado nos contratos; (ii) contrair empréstimos junto a pessoas físicas ou jurídicas que tenham ligação societária com a Companhia, devendo o custo financeiro ficar limitado, no máximo, ao estipulado em cada contrato; (iii) constituir garantias reais de qualquer espécie em operações com outros credores, sem que as mesmas garantias sejam prestadas ao BNDES, com iguais condições e grau de prioridade, ressalvadas as hipóteses previstas em cada contrato; e (iv) constituir, direta ou indiretamente, ou adquirir participação societária em empresas no Brasil ou no exterior. A Companhia deve ceder ao BNDES o direito de preferência, a ser exercido por meio da BNDESPAR, em emissão, por empresa controlada pela Companhia e pela própria Companhia, de quaisquer títulos conversíveis em ações, e em qualquer aumento de capital de empresa controlada pela Companhia e pela própria Companhia, no caso de ingresso de terceiros investidores.

O BNDES também requer que Alberto Menache, Alon Dayan e Nércio José Monteiro Fernandes submetam à aprovação do BNDES quaisquer propostas de matérias concernentes à oneração, a qualquer título, de ação de sua propriedade, de emissão da Companhia, à venda, aquisição, incorporação, fusão, cisão de ativos ou qualquer outro ato que importe ou possa vir a importar em modificações na configuração da Companhia, ou em transferência do controle acionário da Companhia, ou em alteração de sua qualidade de acionistas controladores da Companhia. Nesse sentido, referidas pessoas devem pedir anuência prévia do BNDES a qualquer transferência, cessão ou alienação das ações de emissão da Companhia e suas subsidiárias e ceder ao BNDES o direito de preferência, a ser exercido por meio da BNDESPAR, em emissão, pela Companhia, de quaisquer títulos conversíveis em ações, e em qualquer aumento de capital da Companhia, no caso de ingresso de terceiros investidores. Para mais informações sobre esses índices financeiros, ver item 10.1 deste Formulário de Referência.

Em 27 de novembro de 2012, o BNDES emitiu uma decisão proferida por sua diretoria indicando a prévia anuência e o consentimento deste para a realização de oferta pública primária e secundária da Companhia e para a liquidação da Medafe Participações S.A. Tal decisão vincula os dois contratos de financiamento celebrados com o BNDES.

Existem riscos para os quais a Companhia não possui cobertura de seguros.

A Companhia está sujeita a riscos para os quais não possui cobertura de seguros adequada. Desta forma, caso ocorram eventos para os quais a Companhia não está devidamente segurada, os mesmos eventos podem, individualmente ou em conjunto, afetar os resultados operacionais da Companhia.

A seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle

Os interesses dos Acionistas Controladores da Companhia podem ser conflitantes com os interesses de seus investidores.

Os Acionistas Controladores da Companhia têm poderes para, entre outras matérias, eleger a maioria dos membros do conselho de administração da Companhia e determinar o resultado de deliberações que exijam aprovação de acionistas, inclusive em operações com partes relacionadas, reorganizações societárias, alienações de ativos, parcerias e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo obrigatório e outras exigências e restrições impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Os Acionistas Controladores poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, buscar financiamentos ou operações similares que, ainda que adotados no melhor interesse da Companhia, podem ser conflitantes com os interesses dos nossos investidores.

Após a Oferta, considerando o exercício integral da Opção de Ações Suplementares e da Opção de Ações Adicionais, a Companhia não terá mais um controlador ou grupo de controle que detenha mais que 50% das suas Ações, o que poderá deixar a Companhia suscetível a alianças entre acionistas, conflitos entre acionistas e outros eventos decorrentes da ausência de um grupo de controle definido.

Após a Oferta, considerando o exercício integral da Opção de Ações Suplementares e da Opção de Ações Adicionais, a Companhia não terá mais um controlador ou grupo de controle que detenha mais do que 50% de suas Ações. Caso surja um grupo de controle e este passe a deter o poder decisório, a Companhia poderá sofrer mudanças repentinas e inesperadas das suas políticas corporativas e estratégias, inclusive por meio de mecanismos como a substituição dos seus administradores. Além disso, poderemos ficar mais vulneráveis a tentativas hostis de aquisição de controle e a conflitos daí decorrentes. A ausência de um grupo de controle que detenha mais de 50% de Ações de emissão da Companhia, por outro lado, poderá dificultar certos processos de tomada de decisão, pois poderá não ser atingido o quórum mínimo exigido por lei para determinadas deliberações.

A seus acionistas

A relativa volatilidade e a falta de liquidez do mercado de capitais brasileiro poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores da Companhia de vender as ações de emissão da Companhia ao preço e na ocasião desejados.

O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais, sendo tais investimentos considerados, em geral, de natureza mais especulativa. Em decorrência dos problemas econômicos experimentados em diversos países de mercados emergentes nos últimos anos (tais como a crise financeira da Ásia de 1997, a crise financeira da Rússia de 1998 e a crise financeira da Argentina, que teve início em 2001), os investidores podem passar a ver os investimentos em mercados emergentes com maior cautela.

O mercado brasileiro de valores mobiliários é consideravelmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado do que os principais mercados de valores mobiliários mundiais. Em 30 de setembro de 2012, o valor total de capitalização das companhias listadas na BM&FBOVESPA correspondia a aproximadamente R$2,41 trilhões, segundo informações da própria BM&FBOVESPA, com um volume médio diário de R$7,32 bilhões no período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2012. Adicionalmente, neste mesmo período, as dez ações mais negociadas na BM&FBOVESPA foram responsáveis por 42,51% do volume total de ações negociadas na BM&FBOVESPA. Essas características do mercado de capitais brasileiro poderão limitar consideravelmente a capacidade do investidor de vender as ações de emissão da Companhia ao preço e momento desejados, o que pode ter um efeito adverso relevante sobre a cotação das suas ações.

A Companhia poderá necessitar de capital adicional no futuro, que poderá não estar disponível sob a forma de empréstimo. Se a Companhia captar recursos adicionais por meio de oferta de ações, a participação do investidor na Companhia poderá ser diluída.

A Companhia pode precisar captar recursos adicionais por meio de operações públicas ou privadas de financiamento ou emissão de ações. Quaisquer recursos adicionais captados por meio da venda das ações da Companhia poderão diluir o percentual de participação do investidor no capital social da Companhia. Ademais, qualquer financiamento adicional de que a Companhia porventura necessite poderá não estar disponível em termos favoráveis a ela, ou de qualquer outra forma por ela desejada e os juros que remuneram tais financiamentos aumentam as despesas financeiras da Companhia, afetando seu resultado.

Os titulares de ações de emissão da Companhia podem não receber quaisquer dividendos.

De acordo com o Estatuto Social, a Companhia deve, em regra, pagar aos acionistas em cada exercício social, no mínimo, 25% do lucro líquido ajustado sob a forma de dividendos. Esse lucro líquido ajustado pode não ter respaldo em caixa,. Ademais, a assembleia geral pode optar por não pagar dividendos aos seus acionistas em qualquer exercício social específico, caso o Conselho de Administração informe à assembleia geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da Companhia à época.

A suas controladas e coligadas

Todos os fatores de risco apresentados neste item também são aplicáveis às controladas e coligadas da Companhia.

A seus fornecedores

A Companhia depende de fornecedores de telecomunicações, internet e data centers para sua infraestrutura de SaaS, Cloud e on-premise e qualquer oscilação ou interrupção na prestação desses serviços pode prejudicar a prestação de serviços por parte da Companhia e afetar sua rentabilidade.

Os fornecedores de telecomunicações, internet e data centers são parte fundamental da infraestrutura de SaaS, Cloud e on-premise. A Companhia depende deles para a prestação desse serviço e, portanto, eles constituem elemento fundamental para a estratégia de negócios da Companhia e para que sua infraestrutura e outras infraestruturas que usa para hospedar suas soluções permaneçam seguras, não sofram falhas de sistema e que sejam percebidas pelos seus clientes e parceiros como seguras e confiáveis. A oscilação ou interrupção de serviços da Companhia devido a falhas em seus fornecedores são usualmente entendidas pelos seus clientes como falhas da Companhia e podem afetar negativamente a percepção do mercado sobre a qualidade de seus produtos ou serviços, inclusive com relação à aplicação SaaS, Cloud e on-premise podendo causar o cancelamento de assinatura de alguns dos clientes da Companhia, bem como afetar sua capacidade de aumentar suas vendas.

A seus clientes

As violações de segurança e falhas do sistema podem expor a Companhia responsabilidade, prejudicar nossos negócios e resultar na perda de clientes.

Retemos dados de faturamento, propriedade intelectual, informações de identificação pessoal e outros tipos de informações confidenciais de nossos clientes em nossas redes. Nossa infraestrutura e infraestrutura de terceiros que usamos para hospedar nossas soluções podem ser vulneráveis a ataques de hackers ou outros problemas de ruptura, os quais podem superar as medidas de segurança que adotamos. Em particular, a nossa infraestrutura de SaaS pode ser vulnerável a falhas de segurança, vírus de computador ou problemas de ruptura similares, e o acesso desimpedido aos servidores de SaaS é fundamental para a prestação de serviços aos nossos clientes de SaaS. Estes sistemas também estão sujeitos a falhas de telecomunicações, a perda de potência e várias outras falhas do sistema. Qualquer uma destas ocorrências, seja intencional ou acidental, pode levar a interrupções, atrasos ou suspensão do funcionamento do nosso centro de dados SaaS. Qualquer falha de segurança ou violação de sistema pode comprometer as informações armazenadas em nossas redes. Tal ocorrência poderia afetar negativamente nossa reputação como um fornecedor confiável de soluções e hospedagem de tais soluções, afetando negativamente a percepção do mercado sobre a segurança ou a confiabilidade de nossos produtos ou serviços e, com relação à aplicação SaaS, pode causar a descontinuidade de assinatura de alguns de nossos clientes de aplicações SaaS e sujeitar a Companhia ao pagamento de indenizações.

Qualquer interrupção significativa em nossa infraestrutura de rede de hospedagem SaaS pode prejudicar nossa reputação, nos obrigando a fornecer créditos ou reembolsos, resultando em rescisão antecipada de contratos de clientes ou perda de clientes, e afetar adversamente nosso negócio.

Nossa infraestrutura de rede de hospedagem SaaS é uma parte crítica de nossas operações comerciais. Caso haja qualquer interrupção significativa em nossos serviços, produtos e/ou em nossa estrutura, podemos figurar como parte em ações indenizatórias impostas por clientes, o que poderá afetar negativamente o resultado operacional e situação financeira da Companhia, bem como a sua imagem perante os clientes.

Podemos sofrer perdas decorrentes de inadimplência de nossos clientes.

Em caso de inadimplência recorrente de um ou mais clientes relevantes ou de um ou mais grupos de clientes, a Companhia poderá sofrer um efeito adverso em seus negócios, situação financeira, resultados operacionais e fluxos de caixa.

As hipóteses que podem gerar a interrupção no pagamento destes clientes incluem rescisão de contrato por fusões ou aquisições de clientes, dificuldades financeiras nos negócios de clientes, término de vigência de contratos, recuperação judicial ou extrajudicial, falência de clientes e outros, inclusive inadimplemento não justificado. Além disso, uma falha da Companhia na análise de crédito ou no acompanhamento da situação financeira destes clientes pode provocar uma falha na identificação prévia deste e nossas provisões para créditos de liquidação duvidosa podem ser insuficientes.

Eventuais falhas ou interrupções de nossos sistemas podem gerar prejuízos para os nossos clientes.

As vendas dos clientes da Linx são feitas através dos sistemas desenvolvidos pela Companhia e, no caso de cloud, armazenados em nossos servidores. Qualquer interrupção no funcionamento desses sistemas poderá acarretar na perda da venda pelo nosso cliente. Além disso, qualquer erro no faturamento, na emissão da nota fiscal ou na contabilização dos produtos vendidos pelos nossos clientes poderão lhes acarretar perdas substanciais que, tendo em vista ser falha da Linx, poderão ser cobradas pelos nossos clientes, o que poderá afetar negativamente o resultado operacional e situação financeira da Companhia, bem como a sua imagem perante os clientes.

Aos setores da economia nos quais a Companhia atue

O setor varejista é sensível a diminuições no poder de compra do consumidor e a ciclos econômicos desfavoráveis.

A Companhia foca suas atividades no setor de varejo. Historicamente, o setor varejista brasileiro tem sido suscetível a períodos de desaquecimento econômico geral que levaram à queda nos gastos do consumidor. O sucesso das operações do setor depende, entre outros, de vários fatores relacionados aos gastos do consumidor e/ou que afetam sua renda, inclusive a situação geral dos negócios, taxas de juros, inflação, disponibilidade de crédito ao consumidor, tributação, confiança do consumidor nas condições econômicas futuras, níveis de emprego e salários. Situações desfavoráveis na economia brasileira podem, portanto, reduzir consideravelmente a capacidade de gastos do consumidor e sua renda disponível, o que poderá afetar adversamente nossas vendas, resultado operacional e nossa situação financeira.

Condições desfavoráveis em nossa indústria ou da economia global ou reduções em gastos com tecnologia da informação podem limitar nossa capacidade de crescer e desenvolver o nosso negócio e afetar negativamente os nossos resultados operacionais.

Nossos resultados operacionais podem variar de acordo com o impacto das mudanças em nossa indústria ou da economia global sobre nós ou nossos clientes. O crescimento de receita e rentabilidade potencial do nosso negócio depende da demanda pelos softwares da Companhia e serviços a eles relacionados.

Além disso, uma vez que somos prestadores de serviços, parte de nossa receita decorre do número de novos usuários de nossos softwares em cada um de nossos clientes, que por sua vez é influenciada pela política de contratação de colaboradores de nossos clientes e potenciais clientes. Na medida em que condições econômicas desfavoráveis façam com que nossos clientes e potenciais clientes mantenham ou reduzam a demanda por serviços da Companhia, sua receita pode ser afetada negativamente. Historicamente, crises econômicas resultaram em reduções globais nos gastos com tecnologia da informação, bem como a pressão por ciclos de faturamento mais prolongados, como ocorreu durante a recente recessão de 2008. Se as condições econômicas se deterioram ou não melhoram significativamente, os nossos clientes e potenciais clientes podem optar por diminuir suas soluções de tecnologia de informação, o que comprometeria a capacidade de expandir do nosso negócio e poderia afetar negativamente os nossos resultados operacionais.

À regulação dos setores em que a Companhia atue

Nossos negócios e resultados operacionais podem ser prejudicados se não formos capazes de proteger e fazer valer os nossos direitos de propriedade intelectual.

As medidas adotadas para proteger nossa propriedade intelectual podem ser insuficientes para a prevenção de apropriação, causando o uso inadequado de nossos produtos ou fazendo com que venhamos a proteger periodicamente nossa propriedade intelectual por meio de processos legais ou administrativos. O uso inadequado de nossos produtos ou as medidas tomadas para proteger nossa propriedade intelectual podem resultar em custos significativos e desviar os recursos e a atenção de nossa administração e equipe tecnológica, o que poderá adversamente afetar nossos negócios, posição competitiva, situação financeira, resultados operacionais e fluxos de caixa.

Estamos sujeitos ao risco de processos baseados em alegações de quebra dos direitos de propriedade intelectual de terceiros, devido, em parte, ao recente aumento do número de patentes e direitos autorais registrados por empresas de tecnologia.

Podemos ser forçados a revisar, total ou parcialmente, produtos que supostamente tenham infringido direito de propriedade intelectual de terceiros e/ou pagar quantias significativas de indenização, royalties ou licenciamento pelo uso de patentes ou materiais com direitos autorais de terceiros. A propositura de uma ação ou a revisão de um produto que se encontra em violação dos direitos de propriedade intelectual e/ou industrial de terceiros poderá afetar adversamente nossa imagem e a demanda por nossos produtos. Ademais, novas ações exigem a atenção da administração, bem como custos adicionais para nossa defesa e, em determinados casos, a constituição de provisões que podem afetar nosso resultado.

Atualmente, a Companhia se beneficia de incentivos fiscais a partir de programas de governo. Esses incentivos podem ser encerrados ou reduzidos no futuro, o que pode prejudicar os resultados de nossas operações.

A Companhia se beneficia de certos incentivos fiscais concedidos às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, previstos na Lei 11.196 de 21 de novembro de 2005, regulamentada pelo Decreto 5.798 de 7 de junho de 2006.

Dentre os incentivos fiscais à inovação tecnológicos previstos na referida lei, a Companhia se beneficia especificamente dos seguintes: (a) dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ; e (b) amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional, no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis no ativo diferido da Companhia, para efeito de apuração do IRPJ.

O não cumprimento de determinadas obrigações de acordo com as normas aplicáveis e/ou de envio da documentação exigida para a concessão de tais incentivos (e.g., se deixarmos de comprovar nossa regularidade fiscal pela apresentação de certidão negativa de débitos junto à Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ou por meio de certidão positiva com efeitos de negativa, bem como se deixarmos de prestar ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em meio eletrônico, informações sobre nossos programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica até 31 de julho de cada ano), poderá implicar a perda do direito aos incentivos ainda não utilizados e a cobrança, pelas autoridades fiscais, do valor correspondente aos tributos não pagos em decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de multa e de juros previstos na legislação tributária, sem prejuízo de eventuais sanções penais cabíveis, o que nos afetaria adversamente.

Se houver a expiração, extinção ou cancelamento dos benefícios fiscais atualmente concedidos, não podem garantir que tais benefícios serão renovados ou que teremos sucesso na obtenção de novos benefícios fiscais em condições igualmente favoráveis. Se tais benefícios não forem renovados, nossos negócios poderão ser adversamente afetados.

Os softwares de automação comercial e de nota fiscal eletrônica (NF-e) da Companhia são homologados pelas Secretarias da Fazenda (Sefaz) dos Estados brasileiros, e, portanto, a perda de uma ou mais homologações pode prejudicar o resultado dessa solução.

Dentre as soluções oferecidas aos clientes da Companhia estão a automação comercial e a emissão de notas fiscais eletrônicas parametrizadas de acordo com as legislações fiscais dos diferentes Estados da Federação. Tais soluções de automação comercial devem ser homologadas pelas Secretarias da Fazenda de cada Estado para atestar a aderência às regras aplicáveis, incluindo a legislação PAF ECF. Caso perca qualquer uma dessas homologações, a Companhia estará impedida de continuar suas atividades de solução de softwares de automação comercial e de nota fiscal eletrônica (NF-e) na unidade da federação que essa homologação foi perdida, o que poderá ter um impacto negativo nos resultados financeiros da Companhia.

A Companhia e seus administradores podem ser acusados de facilitar a sonegação fiscal por parte de um cliente e se tornar solidária na restituição de tributos devidos a autoridades fiscais brasileiras.

No Brasil, sistemas de gestão comercial possuem a obrigatoriedade de serem estruturados de forma a não permitir sonegação fiscal. Não podemos garantir que nossas soluções não estejam suscetíveis a quebras de segurança, o que poderia possibilitar a sonegação fiscal por parte de um cliente.

Neste caso, se as autoridades fiscais brasileiras entenderem que o software da Companhia permite que empresas contratantes de nossa solução soneguem impostos e que a Companhia também tenha agido de má-fé, de forma a colaborar com a sonegação fiscal, as autoridades brasileiras podem exigir o pagamento dos impostos sonegados (acrescidos de juros e multas) e processar a Companhia e seus administradores, no âmbito civil e/ou criminal, o que poderia afetar o resultado da Companhia, dependendo da magnitude da sonegação cometida por nosso cliente.

A simplificação das regras fiscais brasileiras reduziria as barreiras à entrada de concorrentes internacionais.

As complexidades das regras fiscais da União e das unidades da federação, em grande parte, impedem a entrada de concorrentes internacionais no setor de softwares para o varejo brasileiro, tendo em vista a grande necessidade de conhecimento da legislação tributária aplicável a cada Estado e à Federação brasileira. O governo brasileiro vem sinalizando que irá simplificar as regras fiscais, o que pode acabar com uma importante barreira de entrada aos concorrentes internacionais da Companhia e poderia aumentar a concorrência para a Companhia e impactar seu resultado financeiro.

Aos países estrangeiros onde a Companhia atue

A Companhia pode enfrentar dificuldades no que diz respeito à expansão de seus produtos em mercados estrangeiros.

Atualmente, a Companhia possui clientes, que representam menos de 1% da receita operacional líquida, em outros mercados além do brasileiro, e suas estratégias de longo prazo incluem expansão adicional nesses mercados. A Companhia pode enfrentar as seguintes dificuldades, dentre outras, relacionadas aos mercados estrangeiros em que atualmente opera ou operará no futuro: (i) mudanças regulatórias imprevistas; (ii) incapacidade de atrair pessoal e gerir operações fora do Brasil; (iii) mudança da legislação tributária; (iv) mudanças das políticas e regulamentos comerciais e de investimento; (v) dificuldades no registro e proteção de marcas e softwares; (vi) adoção de medidas de proteção, subsídio e outras formas de favorecimento governamental a concorrentes originários de tais mercados estrangeiros; e (vii) barreiras culturais e linguísticas. Caso um ou mais desses riscos se materializarem, e a Companhia não seja capaz de superar essas dificuldades, a Companhia poderá ficar incapacitada de implementar sua estratégia de expansão internacional.

Última atualização: 11 de agosto de 2017